
No Dia Internacional dos Museus, 18 de maio, e a dois meses da inauguração, lançamos simbolicamente a imagem gráfica da XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira, que regressa a Vila Nova de Cerveira de 18 de julho a 30 de dezembro de 2026, sob o tema “Territórios sem Fronteira”.
Assinada pelo Atelier Nunes e Pã, a identidade desta edição desenvolve este conceito através de uma “visão quase sinestésica”, em que as fronteiras são entendidas como “zonas dinâmicas e vivas, de onde emerge uma energia criadora”, assumindo-se como espaços simultaneamente mutáveis e permeáveis. Este conceito ganha especial força no contexto raiano de Vila Nova de Cerveira, onde o rio se afirma como elemento central dessa condição fronteiriça, “a água que divide e aproxima”. É neste território de transição que emergem “tensões, encontros, diálogos, ruturas e mutações”, revelando uma energia criadora contínua que estrutura a identidade da Bienal e a sua leitura do espaço.
Assinalando 48 edições, e sob direção artística de Mafalda Santos, a Bienal Internacional de Arte de Cerveira reafirma o seu papel enquanto plataforma de criação, reflexão e diálogo no panorama da arte contemporânea.
Memória descritiva
A identidade desenvolvida para a XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira propõe uma visão quase sinestésica para a ideia “Territórios sem Fronteira”. As fronteiras são zonas dinâmicas e vivas, de onde emerge uma energia criadora: podem revelar-se mutáveis ou fixas, estanques ou permeáveis, com expressão simultânea em territórios multidimensionais — culturais, sociais, criativos, geográficos e mentais.
A condição raiana de Vila Nova de Cerveira é o enquadramento por excelência para esta visão: o rio como fronteira. A água que divide e aproxima. No território, as tensões, encontros, diálogos, rupturas e mutações são testemunhos da energia libertada.
Tudo se transforma: uma mensagem pode ter várias línguas, assumir várias formas. A imagética e a tipografia revelam a fluidez, exploram a pluralidade e a mutação, questionando translineação, familiaridade, estilo, numa linguagem híbrida e experimental. A cor introduz espaço para a tensão assente numa dinâmica de alto contraste, entre frio e quente, imersivo e tónico. As diagonais e segmentos de recta apontam caminhos de tridimensionalidade.
Uma exclamação energética e eclética que convoca os sentidos e desperta o olhar.
Atelier Nunes e Pã