
António José Seguro visitou Vila Nova de Cerveira e a XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira, destacando o papel da cultura e da arte na afirmação do território e na construção de pontes entre pessoas, culturas e comunidades.
Vila Nova de Cerveira recebeu este domingo, 23 de agosto, o Presidente da República, António José Seguro, numa visita oficial marcada pelo reconhecimento da identidade, da cultura e da ambição do território. A visita teve início no Salão Nobre da Câmara Municipal, onde o Chefe de Estado foi recebido pelo Presidente da Câmara Municipal, Rui Teixeira, tendo decorrido as boas-vindas e as intervenções oficiais.
A visita prosseguiu com uma passagem pela XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira (BIAC), dedicada ao tema “Territórios sem Fronteiras”, onde o Presidente da República foi acompanhado pela Diretora Artística, Mafalda Santos, numa visita às exposições que integram esta edição.
Durante a sua intervenção, António José Seguro destacou a identidade singular de Vila Nova de Cerveira enquanto território de fronteira, sublinhando a capacidade do concelho para transformar a proximidade com Espanha num espaço de encontro, cooperação e criação: “Ser pequeno em população não é ser pequeno em ambição. E Cerveira é disso um exemplo.”
A relação entre território, fronteira e cultura esteve igualmente no centro da reflexão do Chefe de Estado, que destacou a pertinência do tema da XXIV BIAC num contexto em que as fronteiras voltam a assumir particular relevância no debate europeu e internacional.
Sobre a Bienal Internacional de Arte de Cerveira, António José Seguro sublinhou o seu percurso e a capacidade de afirmação cultural construída ao longo de quase cinco décadas: “Há fronteiras que os homens constroem para separar. E há obras que os homens constroem para aproximar. A Bienal de Cerveira é uma dessas obras.”
O Presidente da República recordou ainda os pioneiros que estiveram na génese da Bienal, destacando a visão de Jaime Isidoro e de todos aqueles que acreditaram ser possível criar, num território periférico, um projeto artístico com dimensão nacional e internacional.
Na receção ao Chefe de Estado, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, destacou a importância da presença presidencial e o papel da Bienal enquanto espaço de “liberdade, de criação, de encontro e de diálogo entre povos e culturas”.
As boas-vindas terminaram com um convite do autarca ao Presidente da República: “Regresse a Vila Nova de Cerveira. Regresse sempre.”
A visita presidencial reforça, assim, a afirmação de Vila Nova de Cerveira enquanto território de fronteira, cultura e criação, onde a relação entre o Minho e a Galiza se cruza com uma forte identidade local e uma vocação internacional construída, em grande medida, através da Bienal Internacional de Arte de Cerveira.
A XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira, com o tema “Territórios sem Fronteiras”, decorre até 30 de dezembro de 2026, apresentando propostas de artistas nacionais e internacionais e refletindo sobre as fronteiras geográficas, políticas, culturais e mentais do mundo contemporâneo.