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A arte contemporânea chega aos relvados pela mão da XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira

Camisola do Clube Desportivo de Cerveira na XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira

A arte contemporânea chegou aos relvados através da XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira. O artista convidado Marco Godinho (Portugal/Luxemburgo) assina os novos equipamentos oficiais do Clube Desportivo de Cerveira (CDC) para a época 2026–2027, num projeto que transforma elementos identitários do concelho, como o cervo e o Rio Minho, na imagem oficial do clube.

Desenvolvido no âmbito da XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira, o projeto estabelece uma ligação entre arte, património, território e desporto. Segundo Marco Godinho, a camisola principal nasce da vontade de criar “uma identidade visual forte, profundamente enraizada no território”, tendo como elemento central os galhos do cervo, símbolo emblemático de Vila Nova de Cerveira. A composição gráfica evoca simultaneamente a natureza, os meandros do Rio Minho e a dinâmica coletiva do jogo, traduzindo valores como a renovação, a resiliência e a superação.

Já a camisola alternativa propõe uma leitura da identidade cerveirense a partir do traçado do Rio Minho. Para o artista, o rio representa um espaço de encontro entre territórios, culturas e comunidades, tornando-se uma metáfora da continuidade, da abertura e da ligação do clube ao seu território, sem deixar de olhar para o futuro.
A parceria entre a Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) e o CDC estendeu-se igualmente ao Estádio Rafael Pedreira, onde o artista brasileiro selecionado no concurso internacional Manoel Quitério realizou a intervenção mural participativa “BABA EGUN” (2026). A obra contou com a participação de elementos do Programa Municipal “Jovem Ativo”, promovido pelo Município de Vila Nova de Cerveira, reforçando a dimensão comunitária do evento e a aproximação da arte contemporânea ao espaço público.

Para o Presidente da Fundação Bienal de Arte de Cerveira e da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira “esta colaboração demonstra como a arte contemporânea pode ultrapassar os espaços expositivos e integrar-se na vida da comunidade. Através desta parceria com o Clube Desportivo de Cerveira, a Bienal reforça a sua missão de aproximar a criação artística das pessoas, promovendo o diálogo entre cultura, território e desporto.”
Organizada pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira, a XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira, é nesta edição subordinada ao tema “Territórios sem Fronteira” e decorre até 30 de dezembro de 2026 sob direção artística de Mafalda Santos. O evento reúne 140 participações, apresenta 185 obras de artistas provenientes de 22 países, afirmando-se como a mais antiga bienal de arte da Península Ibérica e uma das principais plataformas internacionais de criação e reflexão em arte contemporânea.