“Artes Plásticas Tradicionais e Artes Digitais – O Discurso da (Des) Ordem”

Nesta época de transição tecnológica, a afirmação das tecnologias virtuais encontra-se cada vez mais presente na criação artística, sendo que as linguagens de comunicação atuais transvasaram as previsões da crítica a ponto de as deixar pouco afirmativas quanto à previsibilidade futura do conceito de qualidade, face aos mercados e às coleções de arte.

Em 1985 afirmava-se que o vídeo já era uma forma de arte, depois das experiências de ANDY WARHOL, apoiadas por um mercado elitista que dominou a promoção da pintura americana sobretudo a partir dos finais da segunda guerra mundial.

O conceito de “obra de arte” foi-se modificando entre a abstração pura e a Pop Art, até ao aparecimento dos gravadores vídeo portáteis que popularizaram a sua utilização por artistas, sob formas de diálogo entre as reportagens marginais e politizadas, até à criação de efeitos tecnológicos facilmente apetecíveis pela sua inovação nas formas criativas e de efeitos espetaculares conducentes ao maravilhamento das massas.

O  desafio da XX Bienal Internacional de Arte de Cerveira é de provocar o confronto entre essas artes visuais e as artes de produção física, como análise da sua validade percursora da nossa época.

 

Henrique Silva 

 

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