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{"id":296,"date":"2017-04-21T11:26:17","date_gmt":"2017-04-21T11:26:17","guid":{"rendered":"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/?page_id=296"},"modified":"2017-07-26T10:00:10","modified_gmt":"2017-07-26T10:00:10","slug":"homenagem-a-ernesto-de-sousa","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/homenagem-a-ernesto-de-sousa\/","title":{"rendered":"Homenagem in memoriam a Ernesto de Sousa"},"content":{"rendered":"<p>A bienal de arte mais antiga do pa\u00eds presta homenagem a uma das maiores refer\u00eancias da arte em Portugal, o artista multidisciplinar Ernesto de Sousa (1921-1988), promotor de sinergias entre gera\u00e7\u00f5es de artistas da primeira e segunda metade do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>A curadoria est\u00e1 a cargo da historiadora Paula Pinto e do Centro de Estudos Multidisciplinares Ernesto de Sousa (CEMES), que apresentam ao p\u00fablico uma abordagem in\u00e9dita do artista: o estudo visual do seu trabalho fotogr\u00e1fico da primeira metade dos anos sessenta, enquanto ferramenta e ve\u00edculo do seu pensamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Biografia<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">Ernesto de Sousa (Lisboa, 1921\u20131988) foi uma das figuras mais complexas e activas do seu tempo, um prol\u00edfico artista multidisciplinar e um \u00e1vido promotor de sinergias entre gera\u00e7\u00f5es de artistas da primeira e da segunda metade do s\u00e9culo XX. Defensor de uma express\u00e3o art\u00edstica experimental e livre, dedicou-se ao estudo, divulga\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica das artes, como \u00e0 curadoria, cr\u00edtica e ensa\u00edstica, \u00e0 fotografia, ao cinema e ao teatro.<\/p>\n<p class=\"\">Na d\u00e9cada de sessenta, entrou em contacto com o movimento Fluxus e as neo-vanguardas europeias, travando amizade com Robert Filliou e Wolf Vostell. Este contacto foi uma influ\u00eancia determinante para a reformula\u00e7\u00e3o da arte como &#8220;obra aberta&#8221;, experimental e participativa, s\u00e3o disto exemplos o exerc\u00edcio teatral <a href=\"http:\/\/ernestodesousa.com\/projectos\/nos-nao-estamos-algures\"><em>N\u00f3s N\u00e3o Estamos Algures<\/em><\/a> (1969), o filme expandido <a href=\"http:\/\/ernestodesousa.com\/projectos\/almada-um-nome-de-guerra\"><em>Almada, Um Nome de Guerra<\/em><\/a> (1969-1972) e o <em>mixed-media<\/em> <a href=\"http:\/\/ernestodesousa.com\/projectos\/luiz-vaz-73\"><em>Lu\u00edz Vaz 73<\/em><\/a>, obras colaborativas da sua autoria.<\/p>\n<p class=\"\">Durante esta d\u00e9cada, e at\u00e9 aos anos oitenta, organizou cursos, confer\u00eancias e exposi\u00e7\u00f5es sobre filme experimental, v\u00eddeo-arte, <em>performance<\/em> e <em>happening<\/em>, promovendo pontos de contacto entre as neo-vanguardas internacionais e o contexto portugu\u00eas.<\/p>\n<p class=\"\">Ao propor a celebra\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/ernestodesousa.com\/projectos\/aniversario-da-arte\"><em>Anivers\u00e1rio da Arte<\/em><\/a> de Robert Filliou (C\u00edrculo de Artes Pl\u00e1sticas de Coimbra, 1974), Ernesto de Sousa antecipou a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos e contrariou a posi\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica de Portugal na Europa. A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;<a href=\"http:\/\/ernestodesousa.com\/projectos\/alternativa-zero\">Alternativa Zero<\/a>&#8221; (Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa, 1977) sintetiza o seu projecto de cria\u00e7\u00e3o de uma vanguarda portuguesa em di\u00e1logo est\u00e9tico e ideol\u00f3gico com as suas cong\u00e9neres internacionais.<\/p>\n<p class=\"\">Publicou, desde a d\u00e9cada de quarenta, intensamente em revistas e jornais, sendo a sua cr\u00edtica instrumental para a divulgar em Portugal pr\u00e1ticas art\u00edsticas experimentais. O seu forte envolvimento no movimento cineclubista, do qual foi fundador em Portugal, foi um contributo para a eclos\u00e3o do &#8220;Novo Cinema&#8221; anunciado pela sua \u00fanica longa-metragem <a href=\"http:\/\/ernestodesousa.com\/projectos\/dom-roberto\"><em>Dom Roberto<\/em><\/a> (1962), distinguida com dois pr\u00e9mios no Festival da Cannes em 1963. Importa ainda referir o estudo que desenvolveu acerca da arte popular portuguesa e a sua teoriza\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da arte contempor\u00e2nea bem como a revis\u00e3o da obra de Almada Negreiros, o &#8220;ing\u00e9nuo volunt\u00e1rio&#8221; cuja obra anticipava as ideias que Ernesto defendia.<\/p>\n<p class=\"\">Foi comiss\u00e1rio da representa\u00e7\u00e3o portuguesa na Bienal de Veneza em <a href=\"http:\/\/ernestodesousa.com\/projectos\/a-palavra-e-a-letra\">1980<\/a>, 1982 e 1984.<\/p>\n<p class=\"\">Foram-lhe dedicadas as exposi\u00e7\u00f5es retrospectivas <em>Itiner\u00e1rios<\/em>, em 1987, organizada pela Secretaria de Estado da Cultura (comissariada por Jos\u00e9 Lu\u00eds Porf\u00edrio, Leonel Moura e Fernando Pernes) e <em>Revolution My Body<\/em>, em 1998, na Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian (comissariada por Helena de Freitas e Miguel Wandschneider).<\/p>\n<p class=\"\">A Funda\u00e7\u00e3o de Serralves apresentou, em 1997, uma reposi\u00e7\u00e3o da &#8220;Alternativa Zero&#8221; na celebra\u00e7\u00e3o dos vinte anos desta exposi\u00e7\u00e3o e, em 2012, uma reinterpreta\u00e7\u00e3o dos <em>mixed-media<\/em> <em>Almada, Um Nome de Guerra<\/em> e <em>N\u00f3s N\u00e3o Estamos Algures<\/em>.<br \/>\nO Centro Internacional de Artes Jos\u00e9 de Guimar\u00e3es organizou, em 2014, a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Ernesto de Sousa e a Arte Popular \u2013 Em torno da exposi\u00e7\u00e3o &#8216;<a href=\"http:\/\/ernestodesousa.com\/projectos\/barristas-e-imaginarios-quatro-artistas-populares-do-norte\">Barristas e Imagin\u00e1rios<\/a>&#8216;&#8221;.<\/p>\n<p class=\"\">Criada em 1992 a <a href=\"http:\/\/ernestodesousa.com\/bolsa\">Bolsa Ernesto de Sousa<\/a> apoiou, at\u00e9 2013, vinte jovens artistas na realiza\u00e7\u00e3o de projectos <em>intermedia<\/em> durante um est\u00e1gio na Experimental Intermedia Foundation, em Nova Iorque.<\/p>\n<p class=\"\">Fonte: http:\/\/www.ernestodesousa.com\/biografia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A bienal de arte mais antiga do pa\u00eds presta homenagem a uma das maiores refer\u00eancias da arte em Portugal, o artista multidisciplinar Ernesto de Sousa (1921-1988), promotor de sinergias entre gera\u00e7\u00f5es de artistas da primeira e segunda metade do s\u00e9culo XX. A curadoria est\u00e1 a cargo da historiadora Paula Pinto e do Centro de Estudos [&#8230;]<\/p>\n<p><a class=\"btn btn-secondary understrap-read-more-link\" href=\"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/homenagem-a-ernesto-de-sousa\/\">Continuar a ler&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":302,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-296","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/296","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=296"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/296\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":790,"href":"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/296\/revisions\/790"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/302"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bienaldecerveira.pt\/xix-bienal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}