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“No Minho, não há aldeia melhor do que a minha!” • FBAC promove Programa de Intervenções Artísticas e Comunidade

 

 

Com arranque previsto em março de 2022 e com a sua apresentação global apontada para junho de 2022, o projeto de residências artísticas “No Minho, não há aldeia melhor do que a minha!” pretende desafiar artistas a criar obras de arte em espaço público, privilegiando contextos rurais ou aldeias dos 24 municípios do Minho. A coordenação artística e de comunicação encontra-se a cargo da Fundação Bienal de Arte de Cerveira e da zet gallery.

As intervenções artísticas, de natureza plástica e perenes, incluirão um elemento sonoro, correspondente ao desafio de registar e guardar a memória sonora dos lugares, a que mais marcou os artistas durante os seus processos de residência artística. A curadoria é de Helena Mendes Pereira.

Artistas de campos disciplinares distintos trabalharão para criar objetos artísticos que tenham imagem e som e sejam o reflexo de um elemento único daquela aldeia. O elemento sonoro deve ser integrado no objeto plástico com uma solução técnica que sobreviva ao espaço público. Os projetos, no campo plástico e sonoro, pressupõem colaboração ativa das comunidades que devem ser consideradas coautoras dos projetos.

O projeto favorece o convite a artistas da região do Minho, naturais ou residentes dos 24 municípios envolvidos, sendo que os mesmo terão que trabalhar em territórios que não os seus, cruzando, eles próprios, olhares deste nosso Minho.

O projeto recupera o espírito de despique saudável dos arraias minhotos e dos cantares ao desafio, usando a expressão que dá significância ao projeto “No Minho, não há aldeia melhor do que a minha!”.

O projeto promove a criação de novas rotas e novas centralidades, a criação de novos olhares sobre os contextos rurais e a diluição de desequilíbrios, nomeadamente os resultantes da concentração da população portuguesa nos grandes centros urbanos. A pandemia veio mostrar-nos que este desequilíbrio é um acelerador viral, ao mesmo tempo que, com a revolução tecnológica, o trabalho pode acontecer em qualquer contexto.

Este é um projeto de aproximação de outros públicos às linguagens contemporâneas, de sensibilização, ao mesmo tempo que valoriza nichos identitários, tradições orais e estórias locais. Também é um projeto que acompanha a tendência turística de maior procura do interior, e mostra a diversidade e qualidade da oferta turística já existentes.

Esta obra insere-se no Programa de Intervenções Artísticas e Comunidade “NO MINHO NÃO HÁ ALDEIA MELHOR DO QUE A MINHA!”, promovido pelo consórcio MINHO IN que integra os 24 municípios do Minho.