Skip to main content

Exposição do Concurso Novos Artistas 2021 abre este sábado • Galeria do Museu Bienal de Cerveira

Concurso Novos Artistas Fundação Bienal de Arte de Cerveira

 

A Fundação Bienal de Arte de Cerveira apresenta, no próximo sábado, as exposições vencedoras do Concurso Novos Artistas 2021, dos artistas Ana Torrie e Fábio Araújo. A inauguração decorre às 16h00, na Galeria do Museu Bienal de Cerveira.

O Concurso Novos Artistas “tem como propósito dar oportunidade a novos criadores através da promoção e difusão da produção artística contemporânea, da experimentação criativa e da atividade expositiva como meio de reflexão sobre a arte e a cultura visual”, explica o diretor artístico, Cabral Pinto.

Desenvolvido durante a residência do artista Fábio Araújo em Praga, no semestre de inverno de 2019/20, o projeto “As Ações de Praga” é composto por expedições performativas urbanas. “No seu conjunto, elas são um exemplo de como o gesto de caminhar se tornou um estímulo para pensar a cidade, um meio de reconhecimento e confronto com a sua história e geografia, relacionando o desenho, a narrativa e a performance”, explica o artista natural de Santa Maria da Feira.

Por sua vez, a exposição “A Sombra Escura Da Nossa Forma” de Ana Torrie constrói o cenário onde se apresentam conflitos civilizacionais contemporâneos. “Através da xilogravura, linogravura, matrizes de cobre e zinco, cerâmica e escultura/instalação, elementos simbólicos e fabulados de um submundo dantesco revelam-se aspetos psicológicos e sociais dos tempos que vivemos”, refere a artista natural do Porto.

Recorde-se que Ana Torrie e Fábio Araújo foram os artistas selecionados no Concurso Novos Artistas 2021, que se encontrou aberto à participação de artistas nacionais e estrangeiros no máximo com 15 anos de carreira. As 151 candidaturas apresentadas foram sujeitas à apreciação de uma Comissão Consultiva, composta pela investigadora do CITCEM e professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Elisa Noronha, pela investigadora, professora e presidente do Conselho de Direção da Escola Superior Gallaecia, Mariana Correia, e pelo investigador no INESC TEC e professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Miguel Carvalhais.

De referir que a iniciativa é promovida no âmbito da candidatura “Fundação Bienal de Arte de Cerveira: a Arte Contemporânea integrada na sociedade e no mundo” (2020 – 2021 – Apoio Sustentado – Artes Visuais), que conta com o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes.

 

Folha de sala exposição “A Sombra Escura Da Nossa Forma”, Ana Torrie

Folha de sala exposição “As Ações de Praga”, Fábio Araújo

 

Horário Museu Bienal de Cerveira (adaptado devido ao Centro de Vacinação): segunda a sexta-feira: 15h às 18h00 ou por marcação: geral@bienaldecerveira.pt • Encerrado aos sábados, domingos e feriados

 

Nota biográfica Ana Torrie
Porto, 1982. Pós-graduação em Gravura (2018), Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão (2015) e Licenciatura em Escultura (2007) na FBAUP. No Brasil, entre 2012-2013 realizou o projecto de Investigação em Gravura na UFRJ – Rio / UFES – Espírito Santo. Em 2007-2008 foi de Erasmus a Cracóvia na Akademia Sztuk Pieknych Im. Jana Matejki. Fundou em 2013 e é coordenadora do Atelier Guilhotina – oficina de gravura, impressão e autoedição, residências e workshops, sendo seu principal projecto o “P.A. – Prova de Artista” – Encontro Internacional de Gravuristas, Impressores e Editores, já na 7a edição. Criou a “Chapa Azul” – Oficina Móvel de Gravura (Bolsa Gulbenkian, 2015-2017). Foi fundadora (2012) e Presidente da extinta (2019) “Verde Rubro Associação Cultural e Artística”. Em 2019, realizou a exposição ‘por que te escondes nos arbustos negros’ na Cooperativa Árvore (obra adquirida coleção BERARDO). Recebeu o prémio do Júri na “5ª Bienal Internacional de Arte de Espinho” e teve sua obra “Abismo” adquirida pelo Tribunal da Relação do Porto na exposição “Sophia Mulher Poesia”, e pelo programa “Aquisições” da Câmara Municipal do Porto. Seu livro “Silvestre” foi adquirido para a colecção de livros de artista da Fundação Calouste Gulbenkian. Na publicação, a destacar as gravuras feitas para as ilustrações da programação 2017 da Casa da Música no Porto, as capas da Editora Antígona – “Uma Vindicação dos Direitos da Mulher” de Mary Wollstonecraft, e “Da Educação das Mulheres” de Choderlos de Laclos, e as capas dos álbuns musicais “Motor” – Peixe (ex Ornatos Violeta), “Vox Flora Vox Fauna” de Ece Canli. No ano de 2020, realizou a exposição “onde a erva murmura” no Museu Júlio Dinis – Ovar, e sua obra ‘feras e fúrias’ foi doada a coleção municipal da cidade. Em 2021, a convite e curadoria de Valter Hugo Mãe, fez parte da 4ª Bienal Internacional de Arte de Gaia na exposição “A Democracia é uma Obrigação de Todos os Dias”.

Nota biográfica Fábio Araújo
Fábio Araújo n.1996, Santa Maria da Feira. Mestrado em Desenho – Artes Plásticas (2020) e Licenciado em Pintura – Artes Plásticas (2018), Faculdade de Belas Artes Universidade do Porto. Estudante na Akademie výtvarných umění v Praze em Praga, CZ (2019/20).
Expõe coletiva e individualmente desde 2012, podendo mencionar as exposições individuais Expedições Urbanas (2021), Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende, Gondomar, PT; Backyard interventions (or how to deviate from it’s sayings) (2021), B93, no âmbito da Residência Artística ARE Holland, Enschede, NL; Passagens por terras de ninguém (2020), Museu da FBAUP, PT e Quando a Luz não se quer apagar… (2018), Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, PT; e as exposições coletivas Coação Pictórica (2021), Galeria Municipal – Casa dos Crivos, Braga, PT; Noroeste – Sudeste (2019), Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende, PT e ENTRE TANTO, CACE Cultural, Porto, PT.
Vencedor do Concurso Novos Artistas 2021, Fundação Bienal de Arte de Cerveira, PT; Finalista da Portuguese Emerging Art – Green Edition (2020); Finalista do Prémio Carpe Diem Arte Jovem Millennium BCP (2019); Prémio Jovens Talentos Luso-Galaicos, na XII Bienal de Pintura Eixo-Atlântico (2017) PT/ES e Prémio Joaquim Afonso Madeira, na 8ª Bienal de Pintura de Pequeno Formato, PT.